Pontos-gatilho, também chamados de “nós” musculares, são pontos no tecidos moles que se tornaram sensíveis e dolorosos. A grande maioria das pessoas já sofreu ou sofrerá com dores musculares em algum momento de suas vidas. Depois de algumas semanas, esses incômodos normalmente são resolvidos sozinhos. Mas o problema é que, em alguns casos, essa dor pode persistir. Isso acontece porque muitos desses pontos-gatilho são, também, um dos principais sintomas por trás da síndrome da dor miofascial: uma condição de dor crônica que afeta o sistema músculo-esquelético.
Mesmo que o real papel dos pontos-gatilho no desenvolvimento da dor miofascial ainda seja desconhecido, eles continuam a possuir papel central tanto no diagnóstico quanto no tratamento bem sucedido da disfunção.
Neste blog, iremos mostrar como desativar pontos-gatilho é importante para que pessoas com o problema possam superar suas limitações e ter uma melhor qualidade de vida!
Desativando pontos-gatilho
Pacientes costumam combinar medicamentos com terapias a fim de aliviar a rigidez e a dor muscular causadas pela dor miofascial. A melhor forma de tratá-la envolve um plano de tratamento multifacetado, justamente por causa das incertezas que rodeiam a síndrome.
Dentre as opções de tratamento, encontramos a terapia manual. Ela tem por objetivo desativar os pontos-gatilho que se tornaram dolorosos. Esse processo é fundamental pois os pontos-gatilho impedem a circulação sanguínea na região afetada. E já que esse fluxo não acontece como deveria, é inevitável que diversos componentes sanguíneos sejam bloqueados. O que também inclui toxinas, as quais não podem ser eliminadas e pioram o estado do paciente.
A terapia manual, mais precisamente a liberação miofascial, aumenta o fluxo sanguíneo ao desfazer os nós e relaxar os músculos. Isso ajuda a reduzir a rigidez, aliviar a dor e colabora de forma significativa para o processo geral de cura.
Durante a terapia, o fisioterapeuta costuma fazer uso do polegar para pressionar os pontos-gatilho, o que libera a tensão muscular. A liberação miofascial instrumental é, no entanto, mais recomendada, já que faz uso de ferramentas específicos durante a aplicação. Isso faz com que o processo exija menor esforço no decorrer, sendo também mais eficaz para o paciente.


